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Quem tem alma não tem calma

Especialista em generalidades.

Quem tem alma não tem calma

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Fargo, Season 1, 2014

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Era uma vez uma pacata e pequena cidade no Minnesota, Estados Unidos, na qual toda a gente se conhece, onde nada acontece e onde o trabalho da polícia consiste em resgatar gatos das árvores.


Comecemos pelo protagonista. Lester Nygaard é a perfeita definição de "xoninhas": é um vendedor de seguros mal-sucedido, que se deixa rebaixar pelos seus clientes, que não consegue vender uma apólice e que vive em condições modestas. Como se não lhe bastasse o falhanço a nível profissional, a vida pessoal e amorosa consegue ser ainda pior. A sua esposa cobiça a vida e o bem-estar dos outros, maltrata o marido e culpa-o pela vida assim-assim que os dois levam.


Tudo muda quando o malvado Lorne Malvo (gostaram do malvado Malvo? eu também) chega à cidade e começa a influenciar o comportamento dos personagens. Lorne tem uma espécie de aura assassina e psicopata que consegue atingir os mais ingénuos. Lester é a primeira vítima de muitas. Convencido de que é capaz de muito mais do que aquilo que foi até agora, comete uma loucura que o vai perseguir até ao fim da mini série.


Fargo é uma espécie de remake de um filme com igual nome, realizado pelos Irmãos Coen (fantástico tal como a homónima), que nos cativa com a variedade de personagens e com aquilo que o ser humano é capaz de fazer para atingir os seus objectivos. É uma mostra de que o ser humano não está isento de aplicar o seu lado mais animal e selvagem quando se sente ameaçado ou quando a sede de poder é grande.


Além de ter interpretações geniais, deixa-nos a querer mais. Toda a temporada é composta por eventos que se interligam, como uma espécie de puzzle, numa perspectiva única de storytelling. Gostava de poder dizer muito mais, para convencer-vos a dar-lhe uma oportunidade, mas aí iria perder a piada.
Pensada para ser composta apenas por uma temporada, sosseguem fãs, vem aí uma segunda em Outubro!


Vejam o trailer aqui.


Mais informações sobre a série aqui.

Six Feet Under (Sete Palmos de Terra), 2001-2005

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Há algum tempo comecei a ver (e rapidamente acabei) a série “Six Feet Under”, mais conhecida por cá por “Sete Palmos de Terra”. Já tinha ouvido falar dela, mas nunca fiz muita questão de começar a ver. De vez em quando, passava os olhos pela RTP2 e via alguma coisa, mas nunca a segui religiosamente.

 

Desde os primeiros episódios que fiquei completamente apaixonada pela série, pelo elenco, pelo argumento, pelo genérico… Enfim, mais uma série só com 5 temporadas, daquelas que deixam saudades e uma ânsia de poder ver só mais um episódio.

 

A família Fisher, dona de uma casa funerária à moda antiga, é o centro desta trama. O pai, Nathaniel; a mãe, Ruth; os filhos, Nate e David; a filha, Claire. O que é que se pode esperar de uma família que dorme tranquilamente numa casa com mortos na cave à espera da despedida final? O que é que se pode esperar de uma família que convive com a morte, a dor e o sofrimento alheio sem que isso os influencie? Na verdade, são uma família disfuncional (como quase todas as que conhecemos), mas a ironia e o humor negro com que esta história é escrita torna-a numa série hilariante.

 

No primeiro episódio, o clã Fisher é atingido pela tragédia com a morte do patriarca num acidente de carro (funerário, claro). O personagem de Nathaniel não nos abandona e continua a fazer algumas aparições nos episódios, sempre com uma postura de “estou-me a cagar, o paraíso até é fixe e fuma-se erva aqui”. As aparições do pai são quase sempre em tom de aviso e com conselhos para os filhos, sempre com o sarcasmo ao qual nos habituou.

 

Com a morte de Nathaniel, a funerária passa para as mãos dos filhos, Nate e David. O que calhou à Claire foi uma bolsa paga numa universidade à escolha, o que não a deixa contente, dado que está farta de ser posta de parte dos negócios da família só por ser uma rapariga.

 

David, interpretado por Michael C. Hall, o conhecido personagem “Dexter”, fica contente com o testamento do pai, porque sempre trabalhou na empresa e pôs de parte um outro futuro para ajudar no negócio da família. O que o deixa fora de si é saber que o seu pai deixou a outra metade da empresa ao irmão, Nate, um playboy, que se mudou para Seattle e que nunca se interessou pela casa funerária.

 

O futuro da família fica em aberto, de forma a perceber-se qual vai ser a relação dos irmãos enquanto família e enquanto sócios; Ruth, a típica mãe americana que fica em casa a cuidar dos filhos, vê-se perdida sem o seu marido e muda radicalmente de atitude, numa tentativa de se tornar numa mulher independente e revela que até teve um caso durante o casamento; Claire, a típica adolescente americana que odeia o liceu, porque se auto-integra no grupo dos losers, quando ela sabe que pode ser muito mais, inclusive um pequeno génio da arte.

 

Não digo muito mais porque não quero ser “mais” spoiler, mas Six Feet Under é uma das séries mais geniais que já vi. Cada episódio surpreende-nos e pensamos, afinal, que esta família até podia ser a nossa. A forma com que eles encaram a morte que os rodeia constantemente é uma lição para eles e para quem assiste aos episódios. Já vi outras séries que considero brilhantes, mas esta vai ser sempre A série da minha vida, com o finale mais emotivo e heartbreaking de sempre.

 

Aconselho todos a ver :)

 

Trailer aqui.

 

Mais informação sobre a série aqui.

 

 

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